segunda-feira, 9 de junho de 2014
O ideal de servir
O som da trombeta se faz ouvir, convocando trabalhadores para a grande tarefa do esclarecimento e do socorro aos infelizes.
É preciso manter acesa a chama do ideal de servir, tendo como fundamento os ensinamentos de Jesus.
Esta casa está inserida no contexto universal para renovação das consciências.
A tarefa será tanto mais suave quanto maior seja a vossa determinação em servir.
Todos vós estais a receber proteção e influências benfazejas para que o vosso caminho não seja desviado.
No entanto, é preciso empenho de vossa parte que demonstre o compromisso assumido com o Evangelho.
Não podeis ainda avaliar a dimensão do trabalho que se faz.
Mas, quando fordes tocados pela alegria de servir, compreendereis o quanto é confortante trabalhar na seara de Jesus.
Muita paz
Mensagem recebida por Raimundo Monteiro na reunião mediúnica na Sociedade Espírita Caminho do Bem, na cidade de Santa Rita/PB, em 06/06/2014.
domingo, 8 de junho de 2014
Espiritismo: ciência, filosofia e religião para explicar o transcendental
O físico Carlos Augusto
Romero Filho responde a questões cruciais para a compreensão do Espiritismo a
partir da ciência contemporânea
Por Alexandre Nunes
Unir ciência, filosofia e religião para melhor compreender e
explicar não apenas o universo tangível, mas também o transcendente. Esse tem
sido um dos objetivos do Espiritismo, uma doutrina nascida no século XIX, no
dia 18 de Abril de 1857, com a publicação de O Livro dos Espíritos.
O Espiritismo, que é seguido no mundo por mais de 30 milhões
de pessoas e que no Brasil tem em torno de 20 milhões de adeptos e
simpatizantes, segundo a Federação Espírita Brasileira, tem se notabilizado em
sua trajetória, desde a origem, por compartilhar com a ciência o estudo de
vários fenômenos.
O diálogo do Espiritismo com a ciência é estabelecido pelo
fascínio comum da busca de respostas para questões como a origem do universo e
se ele é finito ou infinito, entre outras indagações. E se um cientista da
atualidade se propusesse a responder, com um enfoque da atual Física Moderna,
algumas questões de natureza científica feitas há mais de 150 anos por Allan
Kardec, o Codificador do Espiritismo?
Foi o que fez o físico paraibano Carlos Augusto Romero Filho,
PHD em Física Teórica e Pós-Doutor em Cosmologia e Gravitação pela Universidade
de Londres, que respondeu com base na Física Quântica a sete perguntas que
constam no Livro dos Espíritos, obra básica da Doutrina Espírita, fundada em
Paris. As perguntas foram encaminhadas pelo Departamento de Divulgação da
Federação Espírita Paraibana.
Na busca de formas para explicar a
origem do Cosmos
A primeira pergunta feita por Kardec era se a matéria existia
desde toda a eternidade. A resposta
encontrada no Livro dos Espíritos é que “só Deus o sabe, mas que há uma coisa,
todavia, que a razão deve indicar: é que Deus, modelo de amor e caridade, nunca
esteve inativo”, ou seja, tentar conceber o início de sua ação seria o mesmo
que concebê-lo ocioso, antes dessa ação.
O físico Carlos Romero Filho entende que indagar se a
matéria sempre existiu é equivalente a se perguntar se o Universo sempre
existiu, pois para a Física o que é chamado de Universo abrange toda a forma de
matéria possível. “E aqui quando me
refiro a “matéria” estou incluindo, além das partículas elementares, que têm
massa, os campos responsáveis pela interação entre essas partículas. Em outras
palavras, estou incluindo também a luz e qualquer outro tipo de radiação
eletromagnética ou gravitacional”, acrescenta.
Carlos Romero considera que saber se o Universo sempre
existiu é uma questão em aberto, para a qual não se tem ainda uma resposta. Ele
lembra que nos anos 60 e 70 do século passado, principalmente a partir do
trabalho de dois cientistas ingleses, Roger Penrose e Stephen Hawking, tudo
parecia indicar que o Universo tinha tido um começo.
“Essa era uma conclusão muito forte, apoiada em teoremas
matemáticos rigorosos, que levavam em conta a validade da teoria da Relatividade
Geral de Einstein. Além de afirmar que o Universo teria tido um início, a
teoria, que ficou conhecida como a “teoria do big bang”, ia além: calculava em 13 bilhões de anos,
aproximadamente, a idade do nosso Cosmos. É importante destacar que nessa
concepção, matéria, espaço e o próprio tempo tem início com o nascimento do Universo. Portanto, se o próprio tempo nasce com o
Universo a questão de saber o que havia “antes” desse nascimento deixa de ter
significado”, detalha.
O cientista reconhece que a teoria do “big bang” teve enorme
sucesso em explicar muitos fenômenos conhecidos, como a existência de uma
radiação misteriosa que permeia todo o Universo, conhecida como “radiação de
fundo” e que, além disso, consegue dar uma maravilhosa explicação da formação
dos elementos químicos desde o hidrogênio até elementos mais pesados, a
formação de galáxias, etc. No entanto, segundo Carlos Romero Filho, atualmente
há uma forte tendência dos cosmólogos em considerar que esse modelo tem seus
limites, e que deve ser substituído em breve, assim que for desenvolvida uma
teoria quântica da gravitação.
“Vale a pena ressaltar, que muito recentemente, o próprio
Roger Penrose, um dos pais do “big bang” tem defendido uma ideia completamente
nova, na qual propõe que o Universo é, na verdade, eterno, passando por ciclos,
expandindo e contraindo, numa curiosa semelhança com as concepções da filosofia
induísta e dos taoístas chineses. Nesta concepção, a matéria é eterna”,
complementa.
Ciência evolui na definição
conceitual de matéria
Na segunda pergunta, Kardec questiona se é exata a definição
da matéria como aquilo que tem extensão, que pode impressionar os sentidos e é
impenetrável. No Livro dos Espíritos, a resposta é que do ponto de vista
humano, seria uma definição exata, porque os homens falam só do que conhecem,
mas a matéria existe em estados que os homens ignoram. Já no entendimento do
cientista atual, essa seria a definição encontrada nos antigos manuais de
física para o curso secundário. Segundo Carlos Romero Filho é uma definição que
poderia convir para caracterizar intuitivamente a matéria macroscópica.
"Hoje em dia, porém, quando se fala da matéria, deve-se
considerar também a matéria num nível microscópico. Neste contexto, a definição
acima precisaria ser reconsiderada. Primeiro, porque a noção de “extensão” tem
significado apenas em relação ao mundo macroscópico. “Impenetrabilidade” é
outro conceito que faz apelo à nossa experiência sensível, ligada à percepção
tátil. No nível atômico, a realidade é outra. Tudo aquilo que podemos chamar
de “corpo material” é na verdade
composto por átomos, os quais estão separados por enormes vazios.
Carlos acrescenta que, por outro lado, não existe uma
localização precisa desses átomos, embora se possa falar de uma configuração
espacial média. "Além disso, a física quântica atribui à matéria, além de
um carácter corpuscular, um comportamento ondulatório e entre ondas pode, sim,
haver interpenetração. Na verdade aquela ideia de matéria como “substância”,
dotada de solidez, perde cada vez mais sentido quando investigamos a estrutura
íntima da matéria", sustenta.
A terceira pergunta é se a ponderabilidade é atributo da
matéria. No Livro dos Espíritos, a resposta é sim, no caso da matéria como é
entendida pelo ser humano; não, porém, no caso da matéria considerada como
fluido universal. Os espíritos, que responderam a Allan Kardek, através dos
médiuns, esclareceram que nem por isso, entretanto, a ponderabilidade deixa de
ser o princípio da matéria pesada e que a gravidade é uma propriedade relativa.
Eles acrescentaram que fora das esferas de atração dos mundos, não há peso, do
mesmo modo que não há alto nem baixo.
Para o pesquisador Carlos Romero Filho, o termo
'ponderabilidade' tem a ver com 'peso' e este com 'massa'. Ele explica que o conceito de massa aparece
pela primeira vez na Física Newtoniana. "Agora, respondendo à pergunta se
a massa é atributo da matéria, a resposta é afirmativa. No entanto, a Física
Moderna não descarta a possibilidade de haver partículas sem massa. De fato,
até pouco tempo pensava-se que o neutrino, um partícula elementar, não possuía
massa", esclarece.
O cientista informa que uma questão interessante e bem atual
é saber se existe algum mecanismo na Natureza capaz de gerar massa para todas
as partículas. "Há uma proposta que
defende que a massa de todas as partículas elementares vem da interação
delas com uma partícula fundamental, o
chamado “bóson de Higgs”. A detecção dessa partícula, no ano passado, é
considerada uma das maiores descobertas da Física Moderna. Por causa dessa sua peculiaridade de gerar
massa de todas as partículas do Universo,
o “bóson de Higgs” tem sido chamado de a partícula de Deus",complementa.
A resposta dada no Livro dos Espíritos à pergunta se a matéria
é formada de um só ou de muitos elementos, é que ela provém de um só elemento
primitivo e que os corpos considerados simples não são verdadeiros elementos,
são transformações da matéria primitiva.
Sobre a mesma questão, Carlos Romero Filho diz que a
história da Física mostra que muitos fenômenos considerados completamente
distintos se revelariam mais adiante como sendo da mesma natureza. Newton foi o
primeiro a se dar conta disso, ao mostrar que a mesma força que faz cair uma
maçã faz também a Terra orbitar em torno do Sol. Depois, Maxwell mostrou que os
fenômenos óticos, elétricos e magnéticos são manifestação de uma única força, a
força eletromagnética. Einstein, por sua vez, unificou a gravitação com a
geometria do espaço-tempo.
Arranjo atômico e molecular do corpo
"Nos anos oitenta do século passado, as forças
nucleares foram unificadas com o eletromagnetismo. No século XXI, o sonho de
uma parcela significativa dos físicos teóricos é encontrar uma teoria unificada
de todas as interações da Natureza. Se
tal for conseguido, estaremos muito perto de saber se os componentes íntimos da
matéria provém de um único elemento", responde.
De onde se originam as diferentes propriedades da
matéria? Para essa pergunta, o Livro dos
Espíritos traz a seguinte resposta: “São modificações que as moléculas
elementares sofrem, por efeito da sua união, em certas circunstâncias".
Na opinião de Calos Romero Filho, uma resposta um tanto
simplista a esta questão seria: as propriedades da matéria como as percebemos
no nosso mundo macroscópico vêm basicamente dos arranjos atômicos e moleculares
dos corpos. "Numa certa escala, são
as ligações atômicas e moleculares dos corpos os responsáveis pelas
propriedades físicas e químicas. Estas ligações são todas de natureza
eletromagnética e com a ajuda da Mecânica Quântica temos atualmente um ótimo
entendimento da estrutura da matéria no nível atômico e molecular, o que nos
permite compreender boa parte da Química", explicita.
O especialista em cosmologia, relatividade e gravitação
explica que, num nível mais fundamental, tem-se ainda que levar em conta o que
acontece no interior dos núcleos dos átomos. "E aí teremos que buscar
ajuda na Física Nuclear. Se descermos ainda mais na escala microscópica,
entraremos no terreno da Física das partículas elementares. O aperfeiçoamento
do conhecimento científico é um processo que leva um tempo infinito",
assegura.
A sexta pergunta é se as moléculas têm uma forma
determinada. A resposta encontrada no Livro dos Espíritos é que “certamente, as
moléculas têm uma forma, porém os seres humanos não capazes de apreciá-la”. Para Carlos Romero Filho, essa questão tem
muito a ver com a anterior. "As moléculas constituem uma aglomeração
estruturada de átomos. Esses átomos se arranjam geometricamente no espaço e são
responsáveis por várias propriedades, tais como a reatividade química, cor,
propriedades óticas e magnéticas, e até mesmo atividade biológica. Hoje em dia, dispomos de alta tecnologia para
determinar a geometria das moléculas, usando principalmente métodos de
espectrografia e difração", detalha.
Não existe vazio absoluto no Universo;
o nada não tem mais lugar na física moderna
Quando Kardec perguntou se o vazio absoluto existe em alguma
parte do espaço universal, a resposta foi que não há o vácuo. O que se parece
vazio está ocupado por matéria que escapa aos sentidos e aos instrumentos. Passados 157 anos, o físico paraibano,
nascido em Campina Grande, Carlos Romero Filho, que tem diversas publicações
científicas em revistas internacionais e participação, como palestrante, em
congressos científicos em várias partes do mundo, também oferece uma resposta a
essa questão, que ele considera profunda e importante; uma resposta que não se
opõe à encontrada no Livro dos Espíritos.
"Vamos tentar respondê-la. Se
por vazio absoluto entendemos a ausência total de matéria e radiação, então a
resposta é negativa. Mesmo nos chamados vácuos intergalácticos, encontra-se aí
um plasma muito rarefeito de íons de hidrogênio e radiação
eletromagnética", sustenta.
O cientista diz que, além disso, com o advento da Mecânica
Quântica, tem-se uma visão muito diferente do que seria a existência de um
“vazio absoluto”. "Realmente, mesmo se houvesse no Universo uma região
completamente vazia de matéria e radiação, o fato de haver o espaço, ou melhor,
ainda, o espaço-tempo, isto seria suficiente para dizer que teríamos aí a
presença de um campo cuja manifestação quântica seria uma realidade. A origem
desse campo quântico estaria na própria existência do espaço-tempo. Portanto,
agora filosofando um pouco, poderíamos dizer que o “nada” da Metafísica não tem
mais lugar na Física Moderna", conclui.
Publicada originalmente no Jornal A União, em 08 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Renovação!
Estamos satisfeitos, pois a obra continua a ser trabalhada e com amor.
Estamos alegres, porque mais um ponto de luz se renova na disposição de trabalhar com Jesus.
Estamos confiantes, que este trabalho seja mais um elo que liga todas as células de trabalho espiritual no bem.
Meu irmão persevere no trabalho edificante, pois ele trará benefícios para encarnados e desencarnados que povoam essa região.
Tendes a certeza que estamos convosco, pois esta é a nossa missão.
Um novo impulso está sendo verificado na áurea espiritual dessa casa.
Este novo momento tem a suma importância de ser pioneiro.
E o eco do som das luzes que aqui estão, se faz chegar a todos os lares e em todos os recantos desse setor da cidade, contribuindo com a renovação das consciências e com o aprimoramento dos corações.
Jesus guia e modelo, está à frente de todo o trabalho que visa romper
o grilhão da ignorância e estabelecer o amor como princípio fundamentada evolução.
Muita paz
Mensagem psicografada pelo médium Raimundo Monteiro, na reunião mediúnica realizada na Sociedade Espírita Caminho do Bem, em Santa Rita, no dia 29 de março de 2014.
sábado, 10 de maio de 2014
A Bíblia e o Espiritismo se completam
Entrevista com Severino Celestino

Severino Celestino da Silva, estudioso
de línguas antigas e analista da Bíblia, atua como docente do curso de
Pós-Graduação em Ciências das Religiões da Universidade Federal da
Paraíba. Considera a Bíblia um livro repleto de fenômenos mediúnicos
Reformador: Como se motivou para iniciar seus estudos sobre a Bíblia?
Celestino: Foi a partir de 1964, quando ingressei no Seminário Arquidiocesano da Paraíba.
Depois que conheci a Doutrina Espírita e como ex-seminarista, descobri que a Bíblia em seu conteúdo original é um livro onde podemos encontrar todos os fenômenos mediúnicos citados, analisados e estudados por Kardec.
Concluí, então, que a Bíblia pode ser considerada um livro repleto de fenômenos mediúnicos, do Gênesis ao Apocalipse.
Depois que conheci a Doutrina Espírita e como ex-seminarista, descobri que a Bíblia em seu conteúdo original é um livro onde podemos encontrar todos os fenômenos mediúnicos citados, analisados e estudados por Kardec.
Concluí, então, que a Bíblia pode ser considerada um livro repleto de fenômenos mediúnicos, do Gênesis ao Apocalipse.
A palavra “profeta”, no grego,
representa a palavra “navi”, em hebraico, e tem o mesmo princípio e
significado de intermediação entre os dois mundos (material
e espiritual), o que Kardec nomeou mediunidade, seu possuidor chama-se
médium, palavra que no latim significa, intermedium.
Qual é sua ênfase: o Velho ou o Novo Testamento?
Considero ambas as revelações muito importantes e transito muito bem entre as duas.
A minha proficiência na língua hebraica facilita o entendimento maior dos dois testamentos, pois, já possuía bases do grego e do latim, vindo depois a me aprofundar na língua hebraica.
Nas minhas pesquisas sobre a Doutrina Espírita, encontrei nas observações de Emmanuel, Kardec, e dos Espíritos reveladores na Codificação, entre outros, suporte para o meu aprofundamento no estudo dos dois testamentos.
Emmanuel nos fala, em A caminho da luz (cap. 7), que a Primeira e a Segunda Revelações possuem grande importância.
São duas realidades distintas, cada uma compatível com a evolução espiritual de sua época.
Ele nos informa que: “[...] a par do Evangelho, está o Velho Testamento tocado de clarões imortais, para a visão espiritual de todos os corações” e que “uma conexão reúne as duas leis, que representam duas etapas do progresso humano”. Emmanuel acrescenta que “Moisés recebe do mundo espiritual as leis básicas do Sinai, construindo desse modo o grande alicerce do aperfeiçoamento moral do mundo”, e que, “os dez sagrados mandamentos, até hoje, representam a base de toda a justiça do mundo”. E conclui Emmanuel:
“Moisés lega à posteridade as suas tradições no Pentateuco, iniciando a construção da mais elevada ciência religiosa de todos os tempos”.
Allan Kardec, em O livro dos espíritos, faz referência às duas primeiras revelações em que o Espírito revelador nos convida a ler os Salmos (q. 275), e cita o Eclesiastes (q. 560), demonstrando a importância da Primeira Revelação ou Brit Rishon como chamam os hebreus. Em O evangelho segundo o espiritismo, cap. I, it. 9, com o título “A Nova Era”, recebemos, na mensagem de “Um Espírito israelita”, informações de que “os mandamentos de Deus, dados por intermédio de Moisés”, eram apropriados ao estado de adiantamento dos povos daquela época. No entanto, traziam o germe da mais ampla moral cristã e que, como um farol, deveria iluminar a humanidade no caminho que haveria de percorrer. O Espírito acrescenta que o “Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, evangélica-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los fraternos; que há de fazer brotar de todos os corações humanos a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum [...]. É a lei do progresso, a que a natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se utiliza para fazer que a humanidade avance”. Finalizando a comunicação, o Espírito conclui:
A minha proficiência na língua hebraica facilita o entendimento maior dos dois testamentos, pois, já possuía bases do grego e do latim, vindo depois a me aprofundar na língua hebraica.
Nas minhas pesquisas sobre a Doutrina Espírita, encontrei nas observações de Emmanuel, Kardec, e dos Espíritos reveladores na Codificação, entre outros, suporte para o meu aprofundamento no estudo dos dois testamentos.
Emmanuel nos fala, em A caminho da luz (cap. 7), que a Primeira e a Segunda Revelações possuem grande importância.
São duas realidades distintas, cada uma compatível com a evolução espiritual de sua época.
Ele nos informa que: “[...] a par do Evangelho, está o Velho Testamento tocado de clarões imortais, para a visão espiritual de todos os corações” e que “uma conexão reúne as duas leis, que representam duas etapas do progresso humano”. Emmanuel acrescenta que “Moisés recebe do mundo espiritual as leis básicas do Sinai, construindo desse modo o grande alicerce do aperfeiçoamento moral do mundo”, e que, “os dez sagrados mandamentos, até hoje, representam a base de toda a justiça do mundo”. E conclui Emmanuel:
“Moisés lega à posteridade as suas tradições no Pentateuco, iniciando a construção da mais elevada ciência religiosa de todos os tempos”.
Allan Kardec, em O livro dos espíritos, faz referência às duas primeiras revelações em que o Espírito revelador nos convida a ler os Salmos (q. 275), e cita o Eclesiastes (q. 560), demonstrando a importância da Primeira Revelação ou Brit Rishon como chamam os hebreus. Em O evangelho segundo o espiritismo, cap. I, it. 9, com o título “A Nova Era”, recebemos, na mensagem de “Um Espírito israelita”, informações de que “os mandamentos de Deus, dados por intermédio de Moisés”, eram apropriados ao estado de adiantamento dos povos daquela época. No entanto, traziam o germe da mais ampla moral cristã e que, como um farol, deveria iluminar a humanidade no caminho que haveria de percorrer. O Espírito acrescenta que o “Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, evangélica-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los fraternos; que há de fazer brotar de todos os corações humanos a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum [...]. É a lei do progresso, a que a natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se utiliza para fazer que a humanidade avance”. Finalizando a comunicação, o Espírito conclui:
“[...] Moisés abriu o caminho; Jesus
continuou a obra; o Espiritismo a concluirá”. Dou ênfase, portanto,
às duas revelações com base no esclarecimento dos Espíritos que nos
mostram que uma serve de suporte para a outra.
Quais os livros que já publicou sobre traduções e interpretações da Bíblia?
Foram publicados cinco livros, entre
eles está a tradução do Gênesis, com 1.534 versículos, traduzidos direto
do hebraico para o português em parceria com o israelense Gad Azaria.
As nossas obras, pela ordem de publicação, são as seguintes: Analisando
as traduções bíblicas (1999); O sermão do monte (2002); Bereshit (Deus e
a Criação), 2006; O evangelho e o cristianismo primitivo, (2010); A
didaqué (o Primeiro Catecismo dos Apóstolos), 2011; e se encontra
no prelo a nossa nova obra Cristianismo primitivo – Nos caminhos de
Paulo, João, o evangelista, e Maria de Nazaré.
Nos seus estudos robustecem-se os princípios da Doutrina Espírita, com base na Bíblia?
Certamente. Em todos os meus estudos
sempre busco confirmação e inter-relacionamento dos ensinamentos dos
versículos bíblicos com a Doutrina Espírita. Assim, sempre que inicio a
leitura de um versículo bíblico no hebraico, traduzo-o e comparo o seu
significado e ensinamentos com os princípios doutrinários da Codificação
de Kardec.
Sempre que possível, utilizo as bases doutrinárias em minhas interpretações, após as traduções. Não esqueço as afirmativas do Espírito revelador na questão 627 de O livro dos espíritos quando afirma: “[...]
Faz-se mister agora que a verdade se torne inteligível para todo mundo. Muito necessário é que as leis sejam explicadas e desenvolvidas, tão poucos são os que a compreendem e ainda menos as que as praticam. A nossa missão consiste em abrir os olhos e os ouvidos a todos [...]. O ensino dos Espíritos tem que ser claro e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar ignorância e para que todos o possam julgar e apreciar com a razão. [...]”
Sempre que possível, utilizo as bases doutrinárias em minhas interpretações, após as traduções. Não esqueço as afirmativas do Espírito revelador na questão 627 de O livro dos espíritos quando afirma: “[...]
Faz-se mister agora que a verdade se torne inteligível para todo mundo. Muito necessário é que as leis sejam explicadas e desenvolvidas, tão poucos são os que a compreendem e ainda menos as que as praticam. A nossa missão consiste em abrir os olhos e os ouvidos a todos [...]. O ensino dos Espíritos tem que ser claro e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar ignorância e para que todos o possam julgar e apreciar com a razão. [...]”
A Bíblia e o Espiritismo se completam.
Engana-se quem pensa diferente. Os ensinos de Moisés e de Jesus
representam alicerces para os fundamentos do Espiritismo. Não existe
Espiritismo sem Evangelho. Todos os fenômenos mediúnicos
classificados por Allan Kardec se encontram na Bíblia, do Gênesis ao
Apocalipse. Encontramos ainda na Bíblia: imortalidade da alma, lei de
causa e efeito, reencarnação, Deus, como causa primeira de todas as
coisas, e a caridade como base do progresso humano e espiritual.
A reencarnação é um tema sempre presente?
Presente, evidente e claro. Desde o
início, encontramos na Bíblia citações que nos ensinam e evidenciam a
reencarnação. O livro do Gênesis, por exemplo, cita a reencarnação no
capítulo 2:7, no texto original. Ali, Deus coloca no homem um
neshamatchaim, que em hebraico quer dizer, um espírito para
muitas existências. Este versículo serve como base para a mensagem da
reencarnação. O mesmo assunto é tratado em O livro dos espíritos, cap.
II – A alma, onde aprendemos que o Espírito encarnado se chama alma. O
conhecido Salmo 23 nos traz uma mensagem de reencarnação claríssima em
seu texto hebraico original. Davi nos fala que:
“Certamente, bondade e benevolência me seguirão todos os dias das minhas vidas”. Salmo, 23:6 (tradução nossa).
Jesus traz vários e claros ensinamentos de reencarnação em seus Evangelhos. Ele fala, por exemplo, em Mateus (11:10-14), que se cumpria o que falara o profeta Malaquias, 4:5: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que chegue o dia de Iahvé”. Segundo Jesus, esta mensagem de Malaquias se refere a João, o Batista, que viria preparar-lhe o caminho, afirmando que João Batista era o Elias que devia vir para confirmar e cumprir a profecia de Malaquias. Esta é a mensagem mais clara, literal e direta sobre reencarnação existente nos evangelhos e ratificada por Jesus. O nosso primeiro livro Analisando as traduções bíblicas possui oito capítulos sobre citações de versículos nos textos originais, que falam de reencarnação na Bíblia.
Jesus traz vários e claros ensinamentos de reencarnação em seus Evangelhos. Ele fala, por exemplo, em Mateus (11:10-14), que se cumpria o que falara o profeta Malaquias, 4:5: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que chegue o dia de Iahvé”. Segundo Jesus, esta mensagem de Malaquias se refere a João, o Batista, que viria preparar-lhe o caminho, afirmando que João Batista era o Elias que devia vir para confirmar e cumprir a profecia de Malaquias. Esta é a mensagem mais clara, literal e direta sobre reencarnação existente nos evangelhos e ratificada por Jesus. O nosso primeiro livro Analisando as traduções bíblicas possui oito capítulos sobre citações de versículos nos textos originais, que falam de reencarnação na Bíblia.
Como representantes de outras religiões analisam sua obra? Há o prefácio de um bispo?
A aceitação tem sido além de minhas
expectativas. No início, tive que vencer algumas barreiras naturais, no
entanto, os jornais e a mídia em geral me ajudaram bastante sobre a sua
divulgação e esclarecimentos.
Na sequência, as coisas
foram acontecendo naturalmente com nossas conferências e seminários, e,
hoje, já existe uma boa aceitação das nossas obras, pelos representantes
e adeptos de outras religiões.
Elas atualmente fazem parte da bibliografia de pesquisa nos cursos de graduação e pós-graduação em Ciências das Religiões na Universidade Federal da Paraíba, onde tenho grupos de pesquisas sobre temas de textos sagrados. Existem alunos de todas as religiões, inclusive pastores e padres. Não existe, é claro, uma unanimidade de aceitação das nossas traduções. Encaro isso com muita naturalidade científica.
Elas atualmente fazem parte da bibliografia de pesquisa nos cursos de graduação e pós-graduação em Ciências das Religiões na Universidade Federal da Paraíba, onde tenho grupos de pesquisas sobre temas de textos sagrados. Existem alunos de todas as religiões, inclusive pastores e padres. Não existe, é claro, uma unanimidade de aceitação das nossas traduções. Encaro isso com muita naturalidade científica.
Entretanto, a maioria respeita o nosso trabalho e até nos tem agradecido pela oportunidade de ter uma tradução neutra.
Estamos concluindo o curso de pós-doutorado na Universidade Metodista de São Paulo e nossas obras também estão em sua biblioteca. Em nossa cidade, João Pessoa, temos obtido muito respeito no meio protestante e católico. Relacionamo-nos muito bem com o líder espiritual da primeira e maior Igreja Batista de João Pessoa, o pastor Estevam Fernandes, entre outros pastores, com quem convivemos e nos respeitamos e também desfruto do respeito e da amizade do arcebispo metropolitano da Arquidiocese da Paraíba, D. Aldo Pagotto, que prefaciou a nossa quarta obra O evangelho e o cristianismo primitivo.
Estamos concluindo o curso de pós-doutorado na Universidade Metodista de São Paulo e nossas obras também estão em sua biblioteca. Em nossa cidade, João Pessoa, temos obtido muito respeito no meio protestante e católico. Relacionamo-nos muito bem com o líder espiritual da primeira e maior Igreja Batista de João Pessoa, o pastor Estevam Fernandes, entre outros pastores, com quem convivemos e nos respeitamos e também desfruto do respeito e da amizade do arcebispo metropolitano da Arquidiocese da Paraíba, D. Aldo Pagotto, que prefaciou a nossa quarta obra O evangelho e o cristianismo primitivo.
Aprendemos, com base em nossas
experiências e na convivência com representantes de outras religiões,
que existem diferenças entre os nossos conceitos e a visão religiosa, no
entanto, se observarmos bem, todos buscam ansiosamente um reencontro
com Deus. Portanto, partindo desta premissa, podemos, pelo respeito e
pelo amor ensinados por Jesus, viver cada um em sua religião respeitando
o seu irmão de qualquer outra corrente e conseguindo a prática do bem
com a conquista da paz.
Qual sua expectativa com o Sesquicentenário de O evangelho segundo o espiritismo?
A melhor possível. Tenho grande respeito
e admiração pelas obras da Codificação, mas O evangelho segundo o
espiritismo desperta em mim um interesse especial, um sentimento de
profunda sintonia com Jesus, com seu amor e com seus ensinamentos.
Este livro me transporta para as montanhas da Galileia e da Judeia ao encontro dos ensinos de Jesus. Considero-o como um dos livros mais importantes da nossa Doutrina.
Este livro me transporta para as montanhas da Galileia e da Judeia ao encontro dos ensinos de Jesus. Considero-o como um dos livros mais importantes da nossa Doutrina.
Concordo e endosso a mensagem do
Espírito São Luís quando afirmava a Kardec, antes do lançamento de O
evangelho segundo o espiritismo, que: “Chegou o tempo da Terra
emergir do nevoeiro que obscurece a inteligência e, deixando a
penumbra que a rebaixa na ordem espiritual, gravitar entre os
planetas radiantes. Com essa obra, o edifício começa a se livrar de seus
alicerces, e já se pode entrever a sua cúpula se desenhar no
horizonte”.
Tenho a sensação de que chegou o momento
desta obra ser mais compreendida, mais divulgada, e vivida na
prática, sobretudo por nós espíritas. O evangelho segundo o
espiritismo representou uma pérola de bênçãos em um período
espiritual muito difícil de minha vida, e foi, sem nenhuma dúvida,
a “ponte de luz” que me conduziu ao encontro da Doutrina Espírita. A
importância desse livro iluminado e produtor de luzes é inquestionável.
Em seus 150 anos de existência, necessitamos compreender que
ele representa o canal espiritual que Jesus abriu e utilizou junto com a
Ciência e a Filosofia,
para constituir a Doutrina Espírita, suporte universal para divulgação de sua mensagem libertadora e de amor para a humanidade
para constituir a Doutrina Espírita, suporte universal para divulgação de sua mensagem libertadora e de amor para a humanidade
Extraído da Revista Reformador
quarta-feira, 19 de março de 2014
Libertação
Aylton Paiva

“Mas
aquele que aborrece a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e
não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos.” (I
João,2:11.)
Alimentam ódio entre si os Espíritos? “Só entre os Espíritos impuros há ódio e são eles que insuflam nos homens as inimizades e as dissensões.”1
André Luiz prepara-se para novo curso teórico-prático, que fará na Colônia Espiritual Nosso Lar, com atuações nas esferas espirituais inferiores e no plano físico. Nessa preparação ouve a palestra do mentor espiritual Flacus. Ele analisa a ação mental do ser humano e da humanidade através do tempo na utilização da energia mental de forma positiva ou negativa, para construir ou destruir. Apresenta, entre outros, o seguinte conceito:
Após a elucidativa palestra de Flacus, André Luiz, em companhia do instrutor Gúbio, de-verá prestar auxílio socorrista, no plano físico, em favor da jovem Margarida, vítima de terrível processo obsessivo.
Ligado a ela, através dos séculos, por laços de doentia afinidade, está Gregório, que deteve poderosa autoridade no mundo físico, voltada ao mal e, após a morte do seu corpo físico, prossegue com sua inteligência e autoridade, comandando Espíritos também voltados temporariamente ao mal.
Em meio a essa infeliz ligação afetiva, o nobre Espírito Matilde, coração materno amoroso que, através do tempo, procura encaminhar o filho para a senda do bem, da justiça e do amor. No decorrer desse sublime processo do amparo maternal, outras vidas se cruzam em romances dolorosos nos amplos palcos da vida: no mundo material e no mundo espiritual nos quais se confrontam os atos de amor e perdão com as artimanhas do ódio e da vingança.
Por derradeiro, o luminoso Espírito Matilde acolhe o filho Gregório, tirando-o das regiões infernais e das condições temporárias de um demônio para alçá-lo ao processo redentor da evolução espiritual.
Por sua vez, Gúbio, o pai extremado,liberta a amada filha das tenebrosas teias magnéticas de Gregório, revertendo seu estado físico já à beira da morte.
Culminando a missão gloriosa da libertação, André ouve do instrutor Gúbio:
– Jesus te recompense, filho meu, pelo papel que desempenhaste nesta jornada de libertação.Nunca te esqueças de que o amor vence todo ódio e de que o bem aniquila todo o mal.3
Em obra que contém detalhado estudo, encontramos a apreciação:
Libertação – Destaca o corajoso esforço dos benfeitores espirituais na conversão ao bem dos Espíritos dedicados ao mal e propicia o conhecimento de como agem os Espíritos infelizes, buscando influenciar os homens para cooperar com seus propósitos malsãos.
Pelas páginas de Libertação, acompanharemos as sábias e amorosas ações de Gúbio, André, Elói e Matilde no esforço recomendado pelo Mestre Jesus de transformar o ódio em amor e a vingança em ações de fraternidade e solidariedade.
Essa é a Lei divina.Nossa visão da vida espiritual ganhará amplitude jamais antes alcançada, após a leitura dessa emocionante obra de André Luiz.
REFERÊNCIAS:
1 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos.Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 1.imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB,2013. q. 292.
2 XAVIER, Francisco C. Libertação.Pelo Espírito André Luiz. 33. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2013. cap. 1, Ouvindo elucidações, p. 21 e 22.
3 ____. ____. cap. 20, Reencontro, p. 270.
4 CAMPETTI SOBRINHO, Geraldo (Coord.) A vida no mundo espiritual:estudo da obra de André Luiz. 2. imp. Brasília: FEB, 2013. cap. 1, Resumo dos livros e capítulos, Libertação, p. 179.
Alimentam ódio entre si os Espíritos? “Só entre os Espíritos impuros há ódio e são eles que insuflam nos homens as inimizades e as dissensões.”1
André Luiz prepara-se para novo curso teórico-prático, que fará na Colônia Espiritual Nosso Lar, com atuações nas esferas espirituais inferiores e no plano físico. Nessa preparação ouve a palestra do mentor espiritual Flacus. Ele analisa a ação mental do ser humano e da humanidade através do tempo na utilização da energia mental de forma positiva ou negativa, para construir ou destruir. Apresenta, entre outros, o seguinte conceito:
Após a elucidativa palestra de Flacus, André Luiz, em companhia do instrutor Gúbio, de-verá prestar auxílio socorrista, no plano físico, em favor da jovem Margarida, vítima de terrível processo obsessivo.
Ligado a ela, através dos séculos, por laços de doentia afinidade, está Gregório, que deteve poderosa autoridade no mundo físico, voltada ao mal e, após a morte do seu corpo físico, prossegue com sua inteligência e autoridade, comandando Espíritos também voltados temporariamente ao mal.
Em meio a essa infeliz ligação afetiva, o nobre Espírito Matilde, coração materno amoroso que, através do tempo, procura encaminhar o filho para a senda do bem, da justiça e do amor. No decorrer desse sublime processo do amparo maternal, outras vidas se cruzam em romances dolorosos nos amplos palcos da vida: no mundo material e no mundo espiritual nos quais se confrontam os atos de amor e perdão com as artimanhas do ódio e da vingança.
Por derradeiro, o luminoso Espírito Matilde acolhe o filho Gregório, tirando-o das regiões infernais e das condições temporárias de um demônio para alçá-lo ao processo redentor da evolução espiritual.
Por sua vez, Gúbio, o pai extremado,liberta a amada filha das tenebrosas teias magnéticas de Gregório, revertendo seu estado físico já à beira da morte.
Culminando a missão gloriosa da libertação, André ouve do instrutor Gúbio:
– Jesus te recompense, filho meu, pelo papel que desempenhaste nesta jornada de libertação.Nunca te esqueças de que o amor vence todo ódio e de que o bem aniquila todo o mal.3
Em obra que contém detalhado estudo, encontramos a apreciação:
Libertação – Destaca o corajoso esforço dos benfeitores espirituais na conversão ao bem dos Espíritos dedicados ao mal e propicia o conhecimento de como agem os Espíritos infelizes, buscando influenciar os homens para cooperar com seus propósitos malsãos.
Pelas páginas de Libertação, acompanharemos as sábias e amorosas ações de Gúbio, André, Elói e Matilde no esforço recomendado pelo Mestre Jesus de transformar o ódio em amor e a vingança em ações de fraternidade e solidariedade.
Essa é a Lei divina.Nossa visão da vida espiritual ganhará amplitude jamais antes alcançada, após a leitura dessa emocionante obra de André Luiz.
REFERÊNCIAS:
1 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos.Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 1.imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB,2013. q. 292.
2 XAVIER, Francisco C. Libertação.Pelo Espírito André Luiz. 33. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2013. cap. 1, Ouvindo elucidações, p. 21 e 22.
3 ____. ____. cap. 20, Reencontro, p. 270.
4 CAMPETTI SOBRINHO, Geraldo (Coord.) A vida no mundo espiritual:estudo da obra de André Luiz. 2. imp. Brasília: FEB, 2013. cap. 1, Resumo dos livros e capítulos, Libertação, p. 179.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
NOVOS PROFETAS
– Em tempo algum as coletividades humanas deixaram de receber a sublime cooperação dos enviados do Senhor, na solução dos grandes problemas do porvir.
Nem sempre a palavra da profecia poderá ser trazida pelas mesmas individualidades espirituais dos tempos idos; contudo, os profetas de Jesus, isto é, as poderosas organizações espirituais dos planos superiores, têm estado convosco, incessantemente, impulsando-vos à evolução em todos os sentidos, multiplicando as vossas possibilidades de êxito nas experiências difíceis e dolorosas. É verdade que os novos enviados não precisarão dizer o que já se encontra escrito, em matéria de revelações religiosas; todavia, agem nos setores da Ciência e da Filosofia, da Literatura e da Arte, levantando-vos o pensamento abatido para as maravilhosas construções espirituais do porvir. Igualmente, é certo que os missionários novos não encontram o deserto de figueiras bravas, onde os seus predecessores se nutriam apenas de gafanhotos e de mel selvagem, mas ainda são obrigados a viver no deserto das cidades tumultuosas, entre corações indiferentes e incompreensíveis, cercados pela ingratidão e pela zombaria dos contemporâneos, que, muitas vezes, lhes impõem o pelourinho e o sacrifício.
O amor de Jesus, todavia, é a seiva divina que lhes alimenta a fibra de trabalho e realização e, sob as suas bênçãos generosas, as grandes almas solitárias atravessam o mundo, distribuindo a luz do Senhor pelas estradas sombrias.
O CONSOLADOR
(pelo Espírito Emmanuel)
Francisco Candido Xavier
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Liderança
Marta Antunes Moura
Alvo
de estudo desde a remota Antiguidade, a liderança permanece como tema
atual que pode ser conceituado como a capacidade de alguém, denominado
líder, conduzir uma equipe para a produção de resultados. Líder é
diferente de chefe. O primeiro se esforça para manter a equipe
motivada, trabalhando integradamente com ela; por dar exemplo de boa
conduta, moral e ética; por preservar o bom relacionamento interpessoal,
realizando periódicas avaliações (feedbacks) construtivas que visam o crescimento da equipe.
O segundo concentra esforços na administração de recursos organizacionais, colocando o elemento humano em segundo plano; age mais como um “comandante” que, em geral, superestima a si mesmo e o papel que ocupa na instituição; gosta de se colocar sob holofotes e, na maioria das vezes, é autoritário e centralizador do poder. Neste contexto, o líder é respeitado, o chefe é temido.
Acredita-se, atualmente, que um meio termo entre ambos apresentaria a liderança ideal, porque o líder-chefe teria o necessário senso crítico para desempenhar o papel que lhe compete, conforme o conceito de David Carraher, cientista sênior da Universidade de Cambridge, Massachusetts (EUA), e professor de Psicologia da Universidade de Pernambuco:
Um indivíduo que possui a capacidade de analisar e discutir problemas inteligente e racionalmente, sem aceitar, de forma automática, suas próprias opiniões ou opiniões alheias, é indivíduo dotado de senso crítico.1
Não obstante, a liderança pode apresentar alguns senões, ainda que o líder possua grande poder de influenciação e até realize algo bom ou útil. Eis como Emmanuel compreende o significado de liderança positiva:
A liderança real no caminho da vida não tem alicerces em recursos amoedados.
Não se encastela simplesmente em notoriedade de qualquer natureza.
Não depende unicamente de argúcia ou sagacidade.
Nem é fruto de erudição pretensiosa.
A chefia durável pertence aos que se ausentam de si mesmos, buscando os semelhantes para servi-los... 2
Em visita à cidade de Goiânia (GO), em 1974, Chico Xavier é entrevistado, oferecendo-nos ins- pirada resposta à pergunta: “Na opinião da espiritualidade, como definir a verdadeira liderança?”. 3
Temos, com toda certeza, lideranças as mais respeitáveis e por elas nos orientamos no mundo para a sustentação da ordem, da segurança, do trabalho e do proveito em favor de todos, mas a liderança genuína, segundo Nosso Senhor Jesus Cristo, é sempre aquela que Ele define no próprio Evangelho: “E aquele que desejar ser o maior, que se faça o servidor de todos”. 3 (Mateus, 20:27)
A resposta dada por Chico põe em relevo não só as necessárias características do líder (sustentação da ordem, da segurança, do trabalho e do proveito em favor de todos), segundo a atual concepção de liderança-chefia,mas aponta sobretudo o ideal que deve ser atingido pelos verdadeiros líderes: “[...] aquele que desejar ser o maior, que se faça o servidor de todos”. (Mateus, 20:27)
São orientações que não devem ser banalizadas porque, relendo todo o texto evangélico, no qual o versículo 27 está inserido, vemos a importância da citação de Chico Xavier para uma melhor compreensão do ensino de Jesus. Nos versículos 20 a 26, Mateus descreve o encontro do Mestre nazareno com a mãe dos filhos de Zebedeu (João e Tiago Maior) que, tal como acontece a todos nós, limitados pelos benefícios transitórios da vida no plano físico, pede ao Senhor:
Dize que, no teu Reino, estes meus dois filhos se assentem um à tua direita e o outro à tua esquerda. (Mateus, 20:20 e 21)
Parece até que a história é recente, quando constatamos as diferentes manifestações de fisiologismo na sociedade. Fisiologismo, por definição, refere-se à relação de poder em que ações e decisões são tomadas em troca de favores e outros benefícios de interesse pessoal, em detrimento do bem comum.
Entretanto, o próprio Jesus, o maior de todos os líderes, o governador do planeta Terra, se coloca como simples servidor, que dispensa tratamento especial:
Da mesma forma que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. (Mateus, 20:28)
As instituições espíritas apresentam, em princípio, todas as condições necessárias de se transformarem em exemplos organizacionais, pois têm como referência as orientações do Evangelho de Jesus e os ensinamentos da Doutrina Espírita. É por isso que Divaldo Franco ensina, com muita propriedade, qual é o papel do dirigente espírita:
É de muita relevância o papel do dirigente espírita, porque ele, de certo modo, apresenta as ansiedades da comunidade que o elege para a tarefa. Ele, porém, ao invés de ser o chefe da casa é o trabalhador mais devotado do grupo. É o companheiro da exemplificação, principalmente da tolerância, da compreensão e do devotamento, para que o seufruto seja de boa qualidade e estimule ao bem os neófitos, os que estão chegando e aqueles outros que já colaboram, de modo a levar adiante os postulados que a Casa defende e que ele abraçou espontaneamente. 4
Nem sempre a pessoa mais culta, a mais influente, ou a que mais se destaca, é a mais indicada para nos liderar, sobretudo na Casa Espírita, como pondera Allan Kardec:
[...] Assim, a alma de um poderoso da Terra pode mais tarde animar o mais humilde operário e vice-versa, porque, entre os homens, as posições sociais guardam, frequentemente, relação inversa com a elevação dos sentimentos morais. Herodes era rei, e Jesus, carpinteiro. 5(Grifo nosso.)
Ken Blanchard e Phill Hodges, autores do livro Lidere com Jesus, comentam com aguda sensibilidade o momento atual vivido pela sociedade, pregando que a solução é liderar com Jesus:
O mundo está precisando desesperadamente de um modelo de liderança diferente. A mídia nos despeja diariamente inú- meros casos de valores abandonados, de confiança traída, de exploração e de manipulação cometidos por pessoas importantes e influentes. Líderes de países e corporações usam seus cargos em benefício próprio, enquanto uma incalculável multidão definha na pobreza e na falta de esperança. Líderes religiosos escandalizam os crentes, comprometem igrejas e provocam ceticismo, revolta e decepção. Famílias se dissolvem deixando marcas em seus membros, e as relações de amizade são rompidas por causa de interesses puramente pessoais. 6
Espíritas, precisamos conhecer mais o Evangelho e o Espiritismo, incorporando os seus postulados à nossa conduta. Comecemos, por exemplo, por rever a parábola do mordomo/administrador infiel (Lucas, 16:1 a 13), que simboliza a má liderança. No versículo dois, o Mestre chama a atenção do administrador para a responsabilidade do compromisso por ele assumido, dizendo-lhe: “Dá conta da tua administração” (Lucas, 16:2). Emmanuel assim comenta esta parábola:
Na essência, cada homem é servidor pelo trabalho que realiza na obra do supremo Pai, e, simultaneamente, é administrador, porquanto cada criatura humana detém possibilidades enormes no plano em que moureja. Mordomo do mundo não é somente aquele que encanece os cabelos, à frente dos interesses coletivos, nas empresas públicas ou particulares, combatendo tricas mil, a fim de cumprir a missão a que se dedica.
Cada inteligência da Terra dará conta dos recursos que lhe foram confiados.
A fortuna e a autoridade não são valores únicos de que devemos dar conta hoje e amanhã. 7
Encerrando a sua mensagem, o Benfeitor espiritual apresenta uma indagação, um aconselhamento e uma previsão, ótimo roteiro para todos nós, espíritas e não espíritas:
Que fazes, portanto, dos talentos preciosos que repousam em teu coração, em tuas mãos e no teu caminho? Vela por tua própria tarefa no bem, diante do Eterno, porque chegará o momento em que o Poder divino te pedirá: “Dá conta de tua administração”. 8
Referências:
1 CARRAHER, David W. Senso crítico: do dia a dia às ciências sociais. 5. ed. São Paulo: Pioneira, 1999. Introdução, p. xix.
2 XAVIER, Francisco C.; VIEIRA, Waldo. O espírito da verdade. Por diversos Espí- ritos. 18. ed. 2. imp. Brasília: FEB, 2013. cap. 64.
3 XAVIER, Francisco C. Chico Xavier em Goiânia. Pelo Espírito Emmanuel. São Bernardo do Campo (SP): Geem, 1978. q. 13, p. 50.
4 FRANCO, Divaldo P. Diálogo com dirigentes e trabalhadores espíritas. 6. ed. São Paulo: USE, 2005. primeiro diálogo, it. 1.9.
5 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 4. ed. 1. reimp. Brasília: FEB, 2013. Comentário de Allan Kardec à q. 194a.
6 BLANCHARD, Ken; HODGES, Phill. Lidere com Jesus. Trad. Regina da Veiga Pereira e Sonia Maria Moitrel Schwarts. Rio de Janeiro: Sextante, 2007. Cap. 1, p. 17.
7 XAVIER, Francisco C. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. 6. imp. Braília: FEB, 2013. Cap. 75, p. 165.
8 _____. ______. p. 166.
Extraído da Revista Reformador, edição de agosto de 2013.
Alvo
de estudo desde a remota Antiguidade, a liderança permanece como tema
atual que pode ser conceituado como a capacidade de alguém, denominado
líder, conduzir uma equipe para a produção de resultados. Líder é
diferente de chefe. O primeiro se esforça para manter a equipe
motivada, trabalhando integradamente com ela; por dar exemplo de boa
conduta, moral e ética; por preservar o bom relacionamento interpessoal,
realizando periódicas avaliações (feedbacks) construtivas que visam o crescimento da equipe.O segundo concentra esforços na administração de recursos organizacionais, colocando o elemento humano em segundo plano; age mais como um “comandante” que, em geral, superestima a si mesmo e o papel que ocupa na instituição; gosta de se colocar sob holofotes e, na maioria das vezes, é autoritário e centralizador do poder. Neste contexto, o líder é respeitado, o chefe é temido.
Acredita-se, atualmente, que um meio termo entre ambos apresentaria a liderança ideal, porque o líder-chefe teria o necessário senso crítico para desempenhar o papel que lhe compete, conforme o conceito de David Carraher, cientista sênior da Universidade de Cambridge, Massachusetts (EUA), e professor de Psicologia da Universidade de Pernambuco:
Um indivíduo que possui a capacidade de analisar e discutir problemas inteligente e racionalmente, sem aceitar, de forma automática, suas próprias opiniões ou opiniões alheias, é indivíduo dotado de senso crítico.1
Não obstante, a liderança pode apresentar alguns senões, ainda que o líder possua grande poder de influenciação e até realize algo bom ou útil. Eis como Emmanuel compreende o significado de liderança positiva:
A liderança real no caminho da vida não tem alicerces em recursos amoedados.
Não se encastela simplesmente em notoriedade de qualquer natureza.
Não depende unicamente de argúcia ou sagacidade.
Nem é fruto de erudição pretensiosa.
A chefia durável pertence aos que se ausentam de si mesmos, buscando os semelhantes para servi-los... 2
Em visita à cidade de Goiânia (GO), em 1974, Chico Xavier é entrevistado, oferecendo-nos ins- pirada resposta à pergunta: “Na opinião da espiritualidade, como definir a verdadeira liderança?”. 3
Temos, com toda certeza, lideranças as mais respeitáveis e por elas nos orientamos no mundo para a sustentação da ordem, da segurança, do trabalho e do proveito em favor de todos, mas a liderança genuína, segundo Nosso Senhor Jesus Cristo, é sempre aquela que Ele define no próprio Evangelho: “E aquele que desejar ser o maior, que se faça o servidor de todos”. 3 (Mateus, 20:27)
A resposta dada por Chico põe em relevo não só as necessárias características do líder (sustentação da ordem, da segurança, do trabalho e do proveito em favor de todos), segundo a atual concepção de liderança-chefia,mas aponta sobretudo o ideal que deve ser atingido pelos verdadeiros líderes: “[...] aquele que desejar ser o maior, que se faça o servidor de todos”. (Mateus, 20:27)
São orientações que não devem ser banalizadas porque, relendo todo o texto evangélico, no qual o versículo 27 está inserido, vemos a importância da citação de Chico Xavier para uma melhor compreensão do ensino de Jesus. Nos versículos 20 a 26, Mateus descreve o encontro do Mestre nazareno com a mãe dos filhos de Zebedeu (João e Tiago Maior) que, tal como acontece a todos nós, limitados pelos benefícios transitórios da vida no plano físico, pede ao Senhor:
Dize que, no teu Reino, estes meus dois filhos se assentem um à tua direita e o outro à tua esquerda. (Mateus, 20:20 e 21)
Parece até que a história é recente, quando constatamos as diferentes manifestações de fisiologismo na sociedade. Fisiologismo, por definição, refere-se à relação de poder em que ações e decisões são tomadas em troca de favores e outros benefícios de interesse pessoal, em detrimento do bem comum.
Entretanto, o próprio Jesus, o maior de todos os líderes, o governador do planeta Terra, se coloca como simples servidor, que dispensa tratamento especial:
Da mesma forma que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. (Mateus, 20:28)
As instituições espíritas apresentam, em princípio, todas as condições necessárias de se transformarem em exemplos organizacionais, pois têm como referência as orientações do Evangelho de Jesus e os ensinamentos da Doutrina Espírita. É por isso que Divaldo Franco ensina, com muita propriedade, qual é o papel do dirigente espírita:
É de muita relevância o papel do dirigente espírita, porque ele, de certo modo, apresenta as ansiedades da comunidade que o elege para a tarefa. Ele, porém, ao invés de ser o chefe da casa é o trabalhador mais devotado do grupo. É o companheiro da exemplificação, principalmente da tolerância, da compreensão e do devotamento, para que o seufruto seja de boa qualidade e estimule ao bem os neófitos, os que estão chegando e aqueles outros que já colaboram, de modo a levar adiante os postulados que a Casa defende e que ele abraçou espontaneamente. 4
Nem sempre a pessoa mais culta, a mais influente, ou a que mais se destaca, é a mais indicada para nos liderar, sobretudo na Casa Espírita, como pondera Allan Kardec:
[...] Assim, a alma de um poderoso da Terra pode mais tarde animar o mais humilde operário e vice-versa, porque, entre os homens, as posições sociais guardam, frequentemente, relação inversa com a elevação dos sentimentos morais. Herodes era rei, e Jesus, carpinteiro. 5(Grifo nosso.)
Ken Blanchard e Phill Hodges, autores do livro Lidere com Jesus, comentam com aguda sensibilidade o momento atual vivido pela sociedade, pregando que a solução é liderar com Jesus:
O mundo está precisando desesperadamente de um modelo de liderança diferente. A mídia nos despeja diariamente inú- meros casos de valores abandonados, de confiança traída, de exploração e de manipulação cometidos por pessoas importantes e influentes. Líderes de países e corporações usam seus cargos em benefício próprio, enquanto uma incalculável multidão definha na pobreza e na falta de esperança. Líderes religiosos escandalizam os crentes, comprometem igrejas e provocam ceticismo, revolta e decepção. Famílias se dissolvem deixando marcas em seus membros, e as relações de amizade são rompidas por causa de interesses puramente pessoais. 6
Espíritas, precisamos conhecer mais o Evangelho e o Espiritismo, incorporando os seus postulados à nossa conduta. Comecemos, por exemplo, por rever a parábola do mordomo/administrador infiel (Lucas, 16:1 a 13), que simboliza a má liderança. No versículo dois, o Mestre chama a atenção do administrador para a responsabilidade do compromisso por ele assumido, dizendo-lhe: “Dá conta da tua administração” (Lucas, 16:2). Emmanuel assim comenta esta parábola:
Na essência, cada homem é servidor pelo trabalho que realiza na obra do supremo Pai, e, simultaneamente, é administrador, porquanto cada criatura humana detém possibilidades enormes no plano em que moureja. Mordomo do mundo não é somente aquele que encanece os cabelos, à frente dos interesses coletivos, nas empresas públicas ou particulares, combatendo tricas mil, a fim de cumprir a missão a que se dedica.
Cada inteligência da Terra dará conta dos recursos que lhe foram confiados.
A fortuna e a autoridade não são valores únicos de que devemos dar conta hoje e amanhã. 7
Encerrando a sua mensagem, o Benfeitor espiritual apresenta uma indagação, um aconselhamento e uma previsão, ótimo roteiro para todos nós, espíritas e não espíritas:
Que fazes, portanto, dos talentos preciosos que repousam em teu coração, em tuas mãos e no teu caminho? Vela por tua própria tarefa no bem, diante do Eterno, porque chegará o momento em que o Poder divino te pedirá: “Dá conta de tua administração”. 8
Referências:
1 CARRAHER, David W. Senso crítico: do dia a dia às ciências sociais. 5. ed. São Paulo: Pioneira, 1999. Introdução, p. xix.
2 XAVIER, Francisco C.; VIEIRA, Waldo. O espírito da verdade. Por diversos Espí- ritos. 18. ed. 2. imp. Brasília: FEB, 2013. cap. 64.
3 XAVIER, Francisco C. Chico Xavier em Goiânia. Pelo Espírito Emmanuel. São Bernardo do Campo (SP): Geem, 1978. q. 13, p. 50.
4 FRANCO, Divaldo P. Diálogo com dirigentes e trabalhadores espíritas. 6. ed. São Paulo: USE, 2005. primeiro diálogo, it. 1.9.
5 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 4. ed. 1. reimp. Brasília: FEB, 2013. Comentário de Allan Kardec à q. 194a.
6 BLANCHARD, Ken; HODGES, Phill. Lidere com Jesus. Trad. Regina da Veiga Pereira e Sonia Maria Moitrel Schwarts. Rio de Janeiro: Sextante, 2007. Cap. 1, p. 17.
7 XAVIER, Francisco C. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. 6. imp. Braília: FEB, 2013. Cap. 75, p. 165.
8 _____. ______. p. 166.
Extraído da Revista Reformador, edição de agosto de 2013.
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