segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Sociedade Espírita Caminho do Bem encerra atividades em 2015 de forma festiva



Um dia de confraternização. É como o domingo, dia 20 de dezembro de 2015 vai ser lembrado por todos que compareceram à Sociedade Espírita Caminho do Bem, seja no período da tarde para as comemorações do Natal das crianças da Evangelização Infantil, seja no período da noite para participar da reunião pública de encerramento este ano das atividades da Casa.

Na parte da tarde, com a presença do Papai Noel, representado pelo presidente da Sociedade Espírita Caminho do Bem, João Batista Soares, foi feito a entrega de presentes enviados pelos colaboradores e amigos da casa, que atenderam às cartinhas escritas pelas crianças solicitando presentes de Natal.

À noite, a festa foi animada por um grupo musical formado por jovens da Federação Espírita Paraibana. Também foi feito sorteio de cestas natalinas e presentes diversos com os frequentadores da casa e distribuído um lanche para todos. Durante o evento, o radialista Osmar Queiroz, que é um dos dirigentes da Casa, fez uma apresentação de slides num telão, homenageando o fundador da Sociedade Espírita Caminho do Bem, José Soares da Costa, que desencarnou no ano passado.

Veja a galeria de fotos dos eventos da tarde e da noite.

Natal da crianças


























Confraternização















 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Equipe do Centro Espírita Vianna de Carvalho visita a Sociedade Espírita Caminho do Bem


A Sociedade Espírita Caminho do Bem recebeu, no domingo (13), a caravana do Centro Espírita Vianna de Carvalho, de João Pessoa. O grupo visitante promoveu uma tarde festiva com as crianças e familiares participantes da evangelização infantil da casa.

A visita da equipe do "Vianna de Carvalho" já vem se tornando uma tradição na Sociedade Espírita Caminho do Bem, que sempre tem contado com uma parceria fraterna e edificante dos companheiros da seara espírita do bairro Expedicionários, na Capital.

As crianças que frequentam durante todo o ano a evangelização infantil da Sociedade Espírita Caminho do Bem participaram de brincadeiras e receberam presentes.  Na ocasião, foi oferecido um lanche para todos presentes, ofertado pela equipe do Centro Espírita Vianna de Carvalho.

Veja as fotos do evento:














terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Jesus numa sessão mediúnica?


(Carlos Romero)

Pode cair para trás, mas o fato aconteceu e é narrado por três evangelistas. Jesus, depois de uma caminhada, debaixo de muito sol, resolveu parar. Mas não foi para pregar, nem orar, nem fazer uma cura e muito menos descansar.

O fato é que ele parou de caminhar e subiu o Monte Tabor, onde realizou uma verdadeira sessão mediúnica, onde conversou com dois espíritos: o de Moisés e o de Elias.

Mais ainda: o Mestre, de repente, ficou todo iluminado. Os apóstolos não quiseram acreditar no que viam. Fazia um profundo silêncio. Soprava uma brisa agradável. Ocorria, naquele momento, uma magnífica transcendência, deixando os apóstolos surpresos e maravilhados.

E tal foi o regozijo dos apóstolos que Pedro chegou a pedir a Jesus que ficassem, ali, usufruindo aquela paz. Pediu ainda que construíssem, ali, três tendas: uma para Jesus e outras para Moisés e Elias.

A verdade é que os discípulos estavam maravilhados, em estado de êxtase. Então os mortos voltam a conversar com os vivos? Pois é, estava, ali, uma prova insofismável de que os vivos podem se comunicar com os, erroneamente, chamados mortos.

Reinava uma profunda paz. Os apóstolos continuavam maravilhados. Eles tinham acabado de ver Moisés e Elias, considerados mortos, conversando com Jesus.

Mas o que é bom dura pouco. Jesus teve que descer para prosseguir na caminhada da evangelização. Mas valeu aquele momento de transcendência.

Todavia, ocorreu uma coisa curiosa. Jesus, a medida que ia descendo do Monte Tabor, avisou aos dois apóstolos que não contassem lá fora nada do que aconteceu, nada do que viram. É que muita gente não iria entender o fato ocorrido

Será que os que leem sobre tal fato no Evangelho ainda duvidam da mediunidade, da comunicação entre mortos e vivos? Diz o ditado que o pior cego é o que não quer ver.

A verdade é que o Espiritismo está no mundo para explicar esses fatos. Dir-se-a até que o Espiritismo matou a morte. E que dizer do fenômeno Chico Xavier, que tinha cultura primária, doente, e apenas com o lápis, de olhos fechados, conseguiu psicografar centenas de obras ditadas pelo espíritos? Coisa que nenhum PHDeus faria...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Não sabes de onde vens...



És um espírito que, momentaneamente, estás enclausurado em um corpo e submetido aos limites dos cinco sentidos.

Não és capaz de perceber além da luz visível, nem tampouco,  tens acesso ao passado de  tua origem, e desse modo, não sabes de onde vens.

Mas estás vivendo, agindo e interagindo, no mundo em que foste colocado e naqueles que procurares com o teu livre arbítrio.

Tudo que fizeres e sentires é o que vai forjar o teu caráter, levando-o a ser um bom caráter, ou não.

Tens a tua disposição o perdão, usa-o, da melhor forma.

Também tens o  amor, distribuas a mãos cheias.

A caridade está a teu alcance, faças valer em todo momento em que fores chamado a agir.

E não te esqueças da fé, pois ela te dá a certeza da vida futura.

Segue esses caminhos, a fim de que teu espírito adquira o brilho que revele em ti, a essência divina, que é a herança do Pai Celestial.

E mesmo não sabendo de onde vens, poderás vislumbrar o mundo para onde vais.

Muita paz


Mensagem recebida pelo medium Raimundo Monteiro, na reunião mediúnica da União Espírita Irmã Sheila, em 30/11/2015. João Pessoa/PB.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

André Luiz e a glândula pineal: antecipação de informações científicas

Por Jorge Cecílio Daher Júnior
endocrinologista@gmail.com

Numerosas crenças e culturas descrevem a importância da glândula pineal e seu papel como mediadora da consciência. Místicos, filósofos, pensadores, figuras religiosas, tanto do Oriente quanto do Ocidente, associaram a pineal à capacidade de transcendência. Descartes considerou-a a porta da alma (SMITH, 1998), outros enxergaram a pineal como o local onde se escondia a “pedra da loucura” (CARDINALI, 2014).

O Espiritismo abordou o papel da glândula pineal através de livros escritos por Francisco Cândido Xavier, notadamente Missionários da luz, publicado em 1945 (XAVIER, 2015).

Tratando da glândula pineal, também chamada epífise, André Luiz antecipou-se a algumas descobertas científicas, em período que variou de poucos anos a algumas décadas.

Assim, o objetivo deste texto é relatar as informações de André Luiz, as quais podemos certamente considerar como antecipações de achados científicos. O autor espiritual utilizou em seus relatos linguagem coloquial, sem qualquer pretensão dos recursos da linguagem científica, todavia, fez descrições sobre a pineal com a segurança de quem tem pleno conhecimento e não como quem faz especulações. Em apenas dois capítulos trouxe volume impressionante de informações sobre a pineal e seu hormônio, em número superior ao  escrito pela ciência da época (www.pubmed.org,2015).

Descrição do hormônio da pineal

De acordo com André Luiz, a pineal “segrega hormônios psiquícos”. Esse conhecimento, em 1945, era uma especulação científica. A melatonina, hor mônio da pineal, somente foi isolada em 1958, por Lerner e colaboradores. (LERNER et al., 1958.)

Saúde mental

André Luiz trata a pineal como a glândula da vida mental. Citado por André Luiz, Alexandre descreve a atividade e função da pineal sobre a vida mental com as seguintes palavras:

– Não se trata de órgão morto, segundo velhas suposições – prosseguiu ele. – É a glândula da vida mental. (XAVIER, 2015.)

Os conhecimentos científicos atuais relacionam atividade da pineal com estados de humor e a utilização da melatonina como tratamento da depressão, bem como a prevenção do mal de Alzheimer tem sido objeto de pesquisas ((KALMAN e KALMAN, 2009; QUERA SALVA et al., 2011; QUERA SALVA e HARTLEY, 2012; COMAI e GOBBI, 2013; DE BERARDIS et al., 2013; WU et al., 2013).

Pineal e função endócrina

Relata André Luiz, ainda em Missionários da luz (ibid.) que “a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino”.

As evidências científicas sugerem que a glândula pineal exerce papel de integradora do sistema neuroendócrino (hormônios e neuropeptídeos que atuam no cérebro) (CARDINALI et al., 1979).

Pineal e consciência

André Luiz descreve a consciência do ser encarnado como a manifestação resultante da interação entre Espírito e cérebro, mediada pelo perispírito, ou corpo espiritual, conforme compreendemos com a leitura do livro No mundo maior, publicado em 1948 (XAVIER, 2013).

Nesta obra, o cérebro é descrito como a interação de três compartimentos distintos, representados pelo cérebro inicial, cérebro motor e lobos frontais. A consciência e o fluxo da consciência se manifestam utilizando os recursos cerebrais das três áreas.

Uma interface entre a mente e o cérebro aparece como proposta sustentada por Eccles (1995) que considera o cérebro estrutura capaz de fazer a ligação entre a consciência (chamada pelo autor de mente autoconsciente) e a realidade exterior, ou mundo físico.

Em Evolução em dois mundos, publicado em 1958, a relação entre pineal e consciência é descrita pelo autor com função de […] tradução e seleção dos estados mentais diversos, nos mecanismos da reflexão e do pensamento, da meditação e do discernimento […]. (XAVIER, 2014.)

Estudos sobre meditação, que utilizaram a técnica de Ressonância Magnética Funcional (fRMI) para pesquisar possível papel da glândula pineal, evidenciaram atividade glandular durante a meditação (LIOU et al., 2005, 2006, 2007, 2010), confirmando uma das funções antecipadas por André Luiz em Evolução em dois mundos.

As outras funções relacionando pineal e consciência parecem encontrar ressonância no conhecimento do papel da ordenação temporal sobre a memória, que é uma das atribuições importantes da consciência. Armazenamos as recordações de forma ordenada temporalmente e a região cerebral conhecida como hipocampo, que envolve diversas estruturas interligadas, é ativada toda vez que fazemos evocação da memória. A pineal, através de seu hormônio melatonina, tem papel fundamental na ordenação temporal dos fatos e ocorre ativação da glândula toda vez em que há evocação de memória (GORFINE e ZISAPEL, 2007).

Conclusão

André Luiz antecipou-se à Ciência trazendo informações sobre a glândula pineal. Não temos elementos para considerá-lo um “revelador” da Ciência, entretanto, as informações trazidas pelo Espírito, através de Chico Xavier, somente puderam ser avaliadas (e confirmadas) mais de quatro décadas após a publicação de Missionários da luz.

REFERÊNCIAS:
CARDINALI, D. P. Cincuenta años con la piedra de la locura: apuntes autobiográficos de un científico argentino. 2014.
CARDINALI, D. P. et al. [Neurohumoral control of the pineal gland. A model for the study of neuroendocrine integrative processes]. Acta Physiologica Latino Americana, ARGENTINA, v. 29, n. 6, p. 291-304, 1979. ISSN 0001-6764. Disponível em: <http://search.ebscohost.com/login.aspx?direct=true&db=mdc&AN=45453&lang=pt-br&site=ehost-live>.
COMAI, S.; GOBBI, G. Unveiling the role of melatonin MT receptors in sleep, anxiety and other neuropsychiatric diseases: a novel target in psychopharmacology. J Psychiatry Neurosci, v. 38, n. 5, p. 130009, Aug 27 2013. ISSN 1488-2434 (Electronic) 1180-4882 (Linking).
DE BERARDIS, D. et al. The melatonergic system in mood and anxiety disorders and the role of agomelatine: implications for clinical practice. Int J Mol Sci, v. 14, n. 6, p. 12458-83, 2013. ISSN 1422-0067 (Electronic) 1422-0067 (Linking).
ECCLES, J. C. A evolução do cérebro. Lisboa: Instituto Piaget: 1995. 424 ISBN 9789729295928.
GORFINE, T.; ZISAPEL, N. Melatonin and the human hippocampus, a time dependent interplay. J Pineal Res, v. 43, n. 1, p. 80-6, Aug 2007. ISSN 0742- 3098 (Print) 0742-3098 (Linking).
KALMAN, J.; KALMAN, S. [Depression as chronobiological illness]. Neuropsychopharmacol Hung, v. 11, n. 2, p. 69- -81, Jun 2009. ISSN 1419-8711 (Print) 1419-8711 (Linking).
LERNER, A. et al. Isolation of melatonin, the pineal gland factor that lightens melanocytes. Journal of the American Chemical Society, v. 80, n. 10, p. 2587-2587, 1958. ISSN 0002-7863.
LIOU C. H. et al. Correlation between pineal activation and religious meditation observed by functional magnetic resonance imaging. Nature Precedings, 2007.
____. et al. Forced and non-forced chinese meditation studies. World Congress on Medical Physics and Biomedical Engineering. v. 14, n. 24, p. 3602-3604, 2006.
____. et al. Detection of nighttime melatonin level In: Chinese Original Quiet Sitting. J Formos Med Assoc, v. 109, n. 10, p. 694-701, Oct 2010. ISSN 0929-6646 (Print) 0929-6646 (Linking).
____. et al. Studies of chinese original quiet sitting by using functional magnetic resonance imaging. Conf Proc IEEE Eng Med Biol Soc, v. 5, p. 5317-9, 2005. ISSN 1557-170X (Print) 1557-170X (Linking).
XAVIER, F. C. Missionários da luz. Pelo Espírito André Luiz. 45. ed. 2. imp. Brasília: FEB, 2015. cap. 2.
QUERA SALVA, M. A.; HARTLEY, S. Mood disorders, circadian rhythms, melatonin and melatonin agonists. J Cent Nerv Syst Dis, v. 4, p. 15-26, 2012. ISSN 1179-5735 (Electronic) 1179-5735 (Linking).
QUERA SALVA, M. A. et al. Circadian rhythms, melatonin and depression. Curr Pharm Des, v. 17, n. 15, p. 1459-70, 2011. ISSN 1873-4286 (Electronic) 1381-6128 (Linking).
SMITH, C. Descartes’ pineal neuropsychology. Brain and cognition, v. 36, n. 1, p. 57-72, 1998. ISSN 0278-2626.
WU, Y. H. et al. Alterations of melatonin receptors MT1 and MT2 in the hypothalamic suprachiasmatic nucleus during depression. J Affect Disord, v. 148, n. 2-3, p. 357-367, Jun 2013. ISSN 1573-2517 (Electronic) 0165-0327 (Linking). http://WWW.PUBMED.ORG. 2015. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed>.
XAVIER, F. C. Evolução em dois mundos. Pelo Espírito André Luiz. 27. ed. 2. imp. Brasília: FEB, 2014. cap. 9, p. 68.
____. No mundo maior. Pelo Espírito André Luiz. 28. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2013

Texto extraído da Revista Reformador, edição de setembro de 2015

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A arte de viver

(Carlos Romero)
A beleza da vida está na diversidade. Deus sabe o que faz. Já imaginaram um mundo de pessoas iguais, coisas iguais, comportamentos iguais?... Seria um inferno de monotonia, de tédio, de chatice. Daí as diferenças. Daí eu gostar de coisas que você não gosta. Mas, nem por isso vamos ficar distantes, hostis, indiferentes. Se você aprecia a cor azul e eu a vermelha, se você adora luta de boxe e eu o balé, se você detesta cidade grande e eu viva sonhado com uma fazendinha no interior, ouvindo o mugir das vacas e o canto dos passarinhos, que mal há nisso?
Se convivermos bem com uma pessoa não é porque ela pensa e age como nós. Talvez seja o contrário. Isto não significa que os dois sejam diametralmente opostos. Em toda amizade, em todo relacionamento mais íntimo, existem alguns pontos de contatos, de sintonia, de aproximação. Quando os dois são muitos iguais não tem graça. Lembrar que vivemos nos completando uns aos outros.
Há casais por aí, ajustadíssimos, vivendo na maior paz, embora sejam de temperamentos diferentes. E nisso é que está o mérito. cabe a cada um fazer uso da compreensão. Onde houver compreensão não haverá conflito. Compreender é perdoar tudo. Não queira que o outro seja igual a você, que pense como você, que aja como você. Cada um como Deus fez, ou melhor, como a evolução fez. A coisa mais difícil da vida – disse um psicoterapeuta – é você ser como os outros querem que você seja.
Certa vez, Jesus e seus discípulos – narra uma fábula – saíram a procura da cidade de Dalmanuta.
Andaram, andaram e nada. Até que encontraram um homem deitado sob uma árvore. “Onde fica Dalmanuta? - Indagou Jesus ao homem. E ele quase que não respondeu, por preguiça. Assim, mesmo, levantou o pé e disse – “Fica por ali”... Jesus sorriu e continuou caminhando. Mais adiante, avista uma mulher em plena atividade doméstica, cuidando da comida e dos filhos, em sua humilde choupana. “Onde fica Dalmanuta?” – perguntou o Mestre – E ela, logo que avistou Jesus, limpou as mãos no avental, deixou todo o trabalho, e saiu a mostrar o caminho. Andou um bocado. Finalmente, apontou para o lado onde estava a cidade. Os discípulos ficaram admirados com tanta boa vontade. Jesus também. Como a mulher foi solícita, ativa, prestativa, solidária!
E saíram eles em direção a Dalmanuta, quando, a certa altura, um dos apóstolos pergunta: “Mestre, tive pena daquela mulher, parece sem marido... Bem que merecia uma companhia. Por fim veio a indagação: “Com quem ela deveria se casar”? Jesus sorriu e respondeu: “Com aquele preguiçoso”.
E teve razão Jesus. O homem da estrada muito teria de aprender com aquela mulher. Cada um de nós ensina com o exemplo, a nossa singular maneira de ser. O preguiçoso da fábula talvez tivesse outras virtudes. Toda a pessoa tem o seu lado positivo.
É na diferenciação que está o encontro da vida. O que seria da luz se não fosse a escuridão? Saber manter o equilíbrio dos contrastes – eis em que consiste a arte de viver!