segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Entenda por que você sente medo



Por Eurípedes Kuhl*


Medo: Segundo a “Grande Enciclopédia Larousse Cultural”, por definição, medo é o sentimento de inquietação, de apreensão, em face de um perigo real ou imaginário. A palavra medo relaciona-se também com receio, temor, horror, pavor, pânico.

A propósito, vejamos como se expressou sobre o medo Thomas Hobbes (1588-1679), filósofo inglês, há algum tempo muito discutido nos meios da psicanálise: “o medo é um sentimento que nos inspira a possibilidade real de sermos afetados por um mal real, por um mal que conhecemos pela experiência”.

Nós, espíritas, bem sabemos que além dos males reais, visíveis, tangíveis, existem os também reais, invisíveis, intangíveis, do que nos dá conta a obsessão…De início, se analisarmos desde quando o homem tem medo, certamente chegaríamos à idade da pedra lascada, com nossos ancestrais se refugiando nos fundos das cavernas, ante os grandes perigos dos raios, dos trovões, dos furacões, dos vulcões, dos terremotos, dos maremotos, das eclipses cósmicas, etc.

Tais acontecimentos, hoje bem explicados, antes eram tidos como sobrenaturais e determinados por deuses terríveis, vingativos. Holocaustos, oferendas e promessas começaram ali e pelo jeito ainda não aplacaram a cólera daqueles deuses…


Vamos elencar algumas espécies de medo:

Medos naturais: São aqueles medos com os quais, praticamente, todos nascemos com eles: fogo, grandes ruídos, desequilíbrios, morte-mortos, medo do desconhecido.

Obs: Dizer que todos nascem com medo da morte ou dos mortos, remete, aos ocidentais, à infância, quando ainda sem despertar de todo a razão, vêem os familiares com grandes sofrimentos em velórios e enterros de parentes ou amigos, com isso inculcando, instalando no subconsciente infantil que aquilo (a morte) é terrível…

Medos amigos: Os chamados medos amigos são aqueles ditados pela prudência e basicamente são por eles que os seres vivos mantêm sua integridade, como por exemplo:

- o vegetal procura a luz e a água, pelo que, de forma indireta está evitando a sombra e a seca, regime no qual feneceria;

- o animal foge de um predador ou do combate no qual esteja em desvantagem, e não o faz por covardia, senão sim para continuar vivendo;

- o homem num gradiente que vai ao infinito, posto que a inteligência abre um leque de infinitas hastes de opções, sempre evitará a ação de conseqüências prejudiciais: não ultrapassar na curva, não brincar à beira do precipício, não riscar fósforos próximo a combustíveis, etc.

Afirmamos, enfaticamente, que esses não são medos, senão sim, frutos da prudência, ditada pelo abençoado instinto de conservação, engendrado por Deus e que nasce com todas as criaturas.

Medos inimigos: São os que causam prejuízos ao ser humano, não por alguma ação, mas justamente ao contrário, pela inação, como por exemplo:
- medo de mudanças é um arqui-inimigo de toda a humanidade; num ambiente de trabalho ou de reuniões, medo de mudar de lugar, medo de pessoas, medo de objetos, medo de móveis…

- medo de enfrentar desafios da vida, tais como assumir responsabilidades sejam familiares, profissionais, sociais.

Medos irracionais: São aqueles sentimentos que bloqueiam o raciocínio e se edificam sob bases que contrariam o bom senso, como por exemplo:

- medo de ir ao dentista — vejam bem, que o que se diz não é ter medo de ser submetido a um tratamento odontológico, e sim, de ir ao dentista…

Ora, se um pai contar para seu filho (desde criança), que antigamente eram necessárias seis pessoas para extrair um dente (cinco para segurar o paciente e uma sexta pessoa para usar o alicate-boticão), certamente esse filho, durante sua vida, será o primeiro a buscar o dentista, na salutar trilha da visita de prevenção.

Se necessário tratamento, talvez até exija injeção (anestesia), para só sentir uma picadinha…

Medos reais: Situam-se entre as inquietações que se seguem após traumas, como por exemplo:

- assalto: alguém é assaltado e passa a ter receio de voltar a ser vítima; como defesa deixa de sair de casa, até quase que enclausurar-se por completo; o correto seria continuar normalmente saindo, mas com cuidado redobrado; e se voltar a ser assaltado, com certeza já terá muito mais equilíbrio para proceder sem riscos;

- falar em público; alguém diz algo para algumas pessoas e é ridicularizado… aí implanta-se tal medo; mas, se a pessoa treinar, nem que seja no banheiro, em frente ao espelho, e depois para a família, verá que aos poucos dominará essa técnica, não sendo necessário ser um brilhante orador, mas sim alguém que fala com clareza;

- infecção: sempre lavar as mãos é excelente, tal cuidado; só haverá problema se houver exagero…

- andar de avião: de fato, desastres aéreos ocorrem, mas o avião é dezenas, ou centenas de vezes mais seguro do que automóveis…

Obs: Geralmente, esses medos se transformam em manias, daí em fobias, depois em neuroses, podendo evoluir para psicoses…

Medos imaginários: Falsos sentimentos, pois ainda não aconteceram, mas já vivem na mente, como se reais fossem. Considerando que o homem formula pensamentos, cuja fixação os converte em realidade mental, surge aqui — apenas entre nós, homens —, o medo imaginário, isto é, temor de algo que ainda não aconteceu. Esse é o mais prejudicial dos medos, pois o medo real, muitas vezes tem raízes no passado, a se expressar no presente. Agora, como ter medo de algo que ainda não aconteceu?
Exemplos:

- um estudante - ou muito magro, ou de pouca estatura, ou de óculos, ou algo obeso- traz em estado latente o receio de não ser aceito e com isso evita se enturmar;

- um jovem que sofre, antecipadamente, a angústia de não arranjar namorada…

- um entregador que desde a infância não tenha sido esclarecido que os dentistas existem exatamente para tirar a dor de dente e não para causar dor; esse entregador terá receio até de ir entregar uma pizza ao coitado do profissional lá no seu consultório, que quase não tem tempo para uma alimentação calma, de tanto que precisa trabalhar para sobreviver…

- medo de terroristas: o nível de medo pode atingir a fase do pavor, muito comum nas pessoas que sofrem a síndrome do pânico.

Síndrome do pânico: a expressão é originária de Pan, deus grego, tocador de flauta, que aterrorizava os camponeses com seus chifres e pés de eqüinos; os pacientes que apresentam essa síndrome sofrem intensamente, com graves sintomas, que vão da angústia a palpitações, sudoreses, tremores, falta de ar, náuseas, medo da loucura e medo extremo com sensação de morte.

Nos Estados Unidos da América, o trauma pós 11 de Setembro de 2001 - derrubada das torres gêmeas, por terroristas -, levou até mesmo a propaganda a colocar máscara contra gases na famosa boneca “Barbie”…

Fobias: A fobia é acompanhada de um medo exagerado e persistente - mórbido - que não tem limites em relação às causas que o produzem. O fóbico sofre terrivelmente. O exército de medos, nesse patamar, é quase ilimitado. Pela Psicanálise temos que a maioria das fobias, na verdade, mascaram um perigo simbólico, cujo objeto exato esconde-se nas fímbrias do subconsciente, que muitas vezes, como defesa subjetiva, derivando um fato real para um perigo imaginário.

Como exemplo, podemos citar o caso de Hans, uma criança que foi psicanalisada por Freud, e que tinha pavor de cavalos, aos quais, paradoxalmente, admirava… Em suas pesquisas, o grande mestre austríaco percebeu que, para Hans, o cavalo - animal forte - era uma representação simbólica do pai, que vivia ameaçando-o de castração.

*Eurípedes Kühl, nascido em 1934, paulista, casado, 2 filhos. Oficial do Exército, pára-quedista militar, na Reserva Remunerada, após 31 anos de carreira castrense. Bacharel em Administracão de Empresas e Economia. Nasceu em berço espírita.Médium psicógrafo e escritor espírita. Vinte e dois livros editados. Doze, psicografados, e dez, de própria autoria. Palestrante espírita, responsável por vários cursos sobre Espiritismo, articulista e colaborador de vários órgãos de divulgaão espíritas, inclusive "O REFORMADOR", da Federacão Espírita Brasileira.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Programação de janeiro do programa Momento Espírita

Sábados, às 7h, na TV Tambaú

Dia 08 – A lei do progresso, com Reynaldo Leite
Dia 15 – Os desafios da educação dos filhos, com  Telma Virgínia Rodrigues
Dia 22 – As origens do sofrimento, com a prof Neiva Gonçalves Barbosa
Dia 29 – Chico Xavier – uma vida de lições,com Marival Veloso de Matos (vice-presidente da União Espírita Mineira.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Divaldo Franco fará seminário em JP. Inscrições estão abertas

O médium baiano Divaldo Franco ministrará o seminário “Em busca da Verdade”, dia 21 de janeiro, das 16 às 21h, na Federação Espírita Paraibana. As inscrições estão abertas e custam R$ 30,00. O participante, no ato da inscrição, terá o direito de optar por um dos quatro livros psicografados pelo palestrante, disponíveis para o evento: Em busca da Verdade; Terapêutica de emergência; Luzes do alvorecer; Dias gloriosos.
           
Para efetivar a inscrição, o participante deverá se dirigir à Federação Espírita Paraibana (av. Bento da Gama – 555. Torre, em João Pessoa). Mais informações podem ser obtidas através do fone 3221-3590 e no portal http://www.fepb.org.br/

Biografia de Divaldo Franco

Aos 83 anos de idade, Divaldo Franco há sessenta e um anos, vem-se dedicando com abnegação ao ideal da divulgação do Espiritismo. Reconhecido como um dos maiores médiuns e o maior orador espírita da atualidade, já psicografou mais de 200 obras e os livros vendidos já alcançaram mais de sete milhões de exemplares, dos quais 104 títulos já foram traduzidos para 16 idiomas.

Desde o ano de 1947 vem proferindo conferências no Brasil e no Exterior, onde já esteve em mais de sessenta países dos cinco continentes, realizando até agora mais de 12 mil palestras. O peregrino da paz profere palestras, tanto nas grandes metrópoles como em cidades menores, com a mesma eloquência e dedicação.

Todos os recursos arrecadados na venda dos livros são revertidos para a obra social Mansão do Caminho, atendendo a milhares de pessoas socialmente carentes da cidade do Salvador. Idealizou o Movimento Você e a Paz, que há dez anos visita os bairros populosos da cidade do Salvador, levando-lhes a mensagem preciosa da paz. Este movimento está sendo propagado com brilhantismo, em vários países da Europa, tais como: Portugal, França e Espanha, nos Estados Unidos e Paraguai, levando, desta maneira, a proposta urgente da paz a todas as nações.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Inauguração da Sala José Augusto Romero na Sociedade Espírita Caminho do Bem





Vídeo: Trecho da palestra do presidente da Federação Espírita Paraibana, José Raimundo, durante a Inauguração da Sala José Augusto Romero, na Sociedade Espírita Caminho do Bem. A inauguração aconteceu no domingo, dia 24 de outubro, em Santa Rita, e com com a presença de confrades do movimento espírita de Bayeux, Cabedelo e João Pessoa.

"O Evangelho e o Cristianismo Primitivo" será lançado nesta quinta-feira

A história que foi vivida por Jesus e seus discípulos no século I, mas de forma reavaliada e acrescida de novos conceitos evangélicos, está distribuída no livro "O Evangelho e o Cristianismo Primitivo". De autoria do teólogo e escritor Severino Celestino da Silva, prefaciada pelo arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, a obra será lançada nesta quinta-feira (9/12), às 19h30, no auditório do Conselho Regional de Odontologia (Av. João Machado, 894 – Centro, JP). A apresentação será realizada pelo cronista Carlos Romero.

Neste quarto livro, Celestino inicia com o tema “ressurreição e reencarnação: as consoladoras revelações de Jesus”. A seguir analisa outros assuntos, esclarecendo polêmicas, como: “Jesus é Deus?”;  “o nascimento de Jesus e a virgindade de Maria”; a questão do “dízimo”; “o papel da mulher na Bíblia”; “a samaritana”,  “a mulher adúltera”; “a festa de Natal”, “a família de Jesus”, dentre outros temas.
Pesquisador irrequieto, Celestino encontrou disparidades de conteúdo bíblico e descobriu que as traduções apresentam conceitos políticos e pessoais dos seus tradutores, que comprometeram sua autenticidade. Decidiu mergulhar na fonte hebraica da Bíblia e vem escrevendo obras buscando restaurar as distorções ali existentes.

Sobre o autor e a obra, Dom Aldo Pagotto escreveu: “Severino Celestino, exímio estudioso da expressiva linguagem aramaica, antecessora do hebraico, acresce seus conhecimentos sobre o grego bíblico. Deus o dotou de uma sensibilidade particular captando a quitessência da linguagem e expressão bíblica. O autor consegue nos levar a buscar o significado dos fatos. Seus comentários nos ajudam ao tempo em que nos inquietam. Para além dos limites de uma tradução, os escritos nos levam a buscar a santa vontade de Deus”.

Especialista nas línguas aramaico e hebraico, Severino Celestino é professor da Universidade Federal da Paraíba, nos cursos de Odontologia e de pós-graduação em Ciências das Religiões, onde leciona a disciplina “Análise e interpretação de textos sagrados”. Celestino é ex-seminarista, pesquisador e estudioso do hebraico e das religiões, principalmente do Judaísmo, base de todas as religiões cristãs. É tradutor da Bíblia, buscando sempre sua essência na língua original: o hebraico.

Celestino ingressou na literatura com o livro “Analisando as traduções bíblicas: refletindo a essência da mensagem bíblica”, um best-seller já em sexta edição, com 30 mil exemplares vendidos. Na sequência: “O sermão do monte: a sublime e consoladora mensagem de Jesus” e “Bereshit (O Gênesis): Deus e a criação ".

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Mostra de Arte e Cultura Espírita iniciará nesta sexta-feira

1ª Mostra de Arte e Cultura Espírita (Mace) iniciará nesta sexta-feira na Federação Espírita Paraibana, e prosseguirá até o domingo (5/12). O evento, que tem como tema Espiritismo e Arte: um diálogo possível, é uma realização da FEPb, através do Setor Artístico. O objetivo é a revelação  de  novos talentos bem como a divulgação dos artistas espíritas já conhecidos, além de mostrar que “as artes têm o poder de estimular os seres humanos a ficarem mais sensíveis a novos ângulos da existência.” Os ingressos custam R$ 10,00 por noite. Mais informações: (83) 8839-9646 e 8899-2153.

Com abertura às 19h, com o presidente da FEPB, José Raimundo de Lima, e a coordenadora artística Albanizia Diniz, a programação da sexta-feira é a seguinte: grupo Acorde, Renato Dantas e Cristiane Braz. Percussons; Grupo Aprendiz, Vocal Nossa Esperança e Merlânio Maia. Serão homenageados: Pedro Alves (Humberto de Campos) e Arnóbio (FEPB).

No sábado, a programação prossegue a partir das 19h com as seguintes atrações: Encantarte, Quarteto  Instrumental, Nyldete  Xavier, Asas da Esperança, Receita de Paz,  Mariano Ferreira, Luz e Movimento, Bolero, Barbosa Sobrinho, EmCena,  Consciência e Canto & Luz.

A  1ª Mostra de Arte e Cultura Espírita (Mace) termina domingo, a partir das 15h45, com o lançamento do livro: Desenho, uma arte para todos. Luciano Carneiro (hall da entrada). Na palestra de encerramento: Ariadne (auditório principal), Vocal Nossa Esperança,  Quarteto Instrumental. Em paralelo, apresentação do grupo de teatro Laborarte, peça infantil: No Reino dos Pirilampos (sala térreo). Na mostra haverá também uma exposição com os trabalhos de artes plásticas de Graça Delgado.

Mais informações no portal http://www.fepb.org.br/ ou no blog laborartepb.blogspot.com


Diversas oficinas integrarão a programação

As oficinas estão abertas ao público com investimento de 10,00. Em ambos os casos o participante deverá comprar o material. Oficinas oferecidas: de Musicalização, Teatro (esgotadas), Desenho, Aquarela (pintura), Modelagem (argila), Poesia na evangelização,  Decoupage.